Valores, para quem os tem...
Todos tem valores, seus próprios e individuais valores. A herança pode ser genética, cultural, exclusiva e adquirida. Esta última tem a ver com “personalidade” (derivado de “persona”, máscara). É sobre esta que pretendo falar, um ensaio, nada mais.
Uns se “vêem” como um exemplar representante da filantropia, definem-se “correto” e “normal”, enquanto as atitudes e comportamentos indicam claramente todo um desvio para um hedonismo arcaico. A traição aos valores originais é indiscutivelmente um desvio de personalidade com conseqüências ao longo dos anos, onde a estação mais provável e próxima seja a insatisfação. O mínimo das múltiplas seqüelas.
Ao eliminarmos os de valores doentios e desviados da normalidade, podemos afirmar que todos são reais, com a característica de serem rigorosamente individuais, o que define o comportamento peculiar de cada um. Este conhecimento (ou reconhecimento) representa o necessário para uma relação respeitosa e, ainda, define as sintonias, muitas vezes incompreendidas. É onde rompe-se o dogma propagado durante muito, de que os diferentes se atraem. Estamos falando de seres humanos, não de física. A atração é capitulo da semelhança. Além da tolerância e educação.
A óbvia leitura das atitudes, o termômetro dos valores “em uso”, define a pessoa. Mas há o risco em arranhar a antes definida normalidade de valores. E estaria transpondo os limites permitidos na invasão da privacidade. Mas, se for do interesse, é possível traçar um perfil que possa ser útil na compreensão de si mesmo.
Posso adiantar, que há os que são dominados pelo escambo material na necessidade da premiação ou mesmo numa busca de expiação da inadequada torção dos valores. A busca jamais poderia estar nas prateleiras do mercado.
Observação importante: Nunca, em circunstância alguma, refira-se aos outros, com vocabulário ofensivo e baixo, repetidamente utilizado em momentos de descontrole ou perda de compostura (opção exclusiva para os que tem educação). Limite-se a opinar mostrando a “cara”. Isto exige caráter e maioridade. E sanidade.
O texto tem enfoque e intenção pedagógica. Ainda que seja um ensaio apenas.
A leitura de valores “em uso” é claramente identificável. São gestos, palavras, voz, indumentária, marcha e outros. Esta visão tem (remota) semelhança com a fisiognonomia do diagnóstico comumente utilizado pela MTC (medicina tradicional chinesa).
Tipificar exemplos pode clarear aspectos deste (insisto ser) ensaio.
Declaração repetida de “amizade” e seqüente lamento (para dizer pouco) em não receber gratificação (seja qual for), é afirmativa de valores de escambo, muito distanciados do conceito “amizade”. Outro aspecto clássico é a constante repetição de desencontros (seja qual for) do passado, atitude flagrante de tentativa de aprisionar o outro às suas mazelas e torná-lo servil (não encontro um termo mais adequado). Alguma sugestão? Há incontáveis exemplos como atemorizar mediante expressão facial, ensaio de agressão, tom de voz destoante, vocabulário impróprio.
Para “pensar”, não é uma orientação, pois a liberdade de agir é irrecusavelmente pessoal. A colheita, igualmente.
25/03/2009
Concordo quando contrarias um dogma antigo que " os opostos se atraem".O que deve atrair são as afinidades.Viver com o oposto exige renúncias ,dificuldades ....Viver com as semelhanças acelera o crescimento e a construçao de uma vida em comum.
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